O lugar do remake de Resident Evil 2 na franquia

Resident Evil é uma franquia que todo fã de terror já ouviu falar. São mais de 20 jogos que deram origem a seis filmes, com um reboot em desenvolvimento. O primeiro RE foi lançado em 1996, pela Capcom, consolidando o que viria a ser o gênero do Horror de Sobrevivência.

O segundo game, de 1998, consolidou a série como uma das mais importantes do gênero. Para muitos, superou o original com melhores heróis e a oportunidade de jogar em um verdadeiro apocalipse zumbi, com múltiplos personagens e finais.

Com o remake em HD do primeiro jogo já tendo sido lançado em 2015, não foi surpresa quando a Capcom anunciou na E3 de 2018 o lançamento de uma nova versão de RE2 para o início desse ano. Esse anúncio é um importante marco para a franchise, que, como vamos ver, já passou por seus altos e baixos. Para entender o significado desse recente lançamento, trouxemos um rápido panorama da série.



Enquanto a década de 2000 foi o ápice da franquia, com o lançamento dos filmes de um grande sucesso comercial, além do  Resident Evil 4, considerado por muitos o melhor da série, o início dos anos 2010 viu o seu declínio e seus maiores fracassos.

Embora ainda gerassem lucro, os filmes estavam caindo em popularidade. Resident Evil: Retribution, de 2012, foi o que vendeu menos ingressos nos cinemas americanos de todos os seis, e o último, Resident Evil: The Final Chapter, que iria sair em 2014, foi adiado para 2016.

Na parte dos jogos, foram lançados três games no mesmo ano de 2012. RE: Revelations, RE Opperation Racoon City e Resident Evil 6. Enquanto Revelations foi um jogo medíocre que vendeu menos que o esperado pela Capcom, Opperation Racoon City e RE6 foram altamente criticados pela mudança para um gameplay com um foco mais em ação. Uma das cenas de ação do RE6, em que Chris Redfield, um dos personagens principais da série, soca uma pedra para movê-la para um rio de lava, se tornou piada e o pior momento da franquia até então.


Sua próxima oferta, RE: Revelations 2, de 2015, um jogo spin-off da série, foi melhor recebida e vendeu bem, mas não teve um grande impacto, demonstrando o crescente desinteresse com a série pela crítica e fãs. Em 2016, a série de filmes termina, com The Final Chapter. Mas, ainda assim, teve uma recepção morna, variando de “era o que se podia esperar” para “uma conclusão decepcionante”.

Também foi o ano de lançamento do Umbrella Corps, outro jogo spin-off, e sem dúvidas o pior fiasco da franquia e um dos piores jogos daquele ano. O game deixa de lado qualquer elemento de terror e usa o cenário como fundo para um jogo de tiro tático multiplayer.

Além disso, inúmeros problemas técnicos, controles que não funcionavam e a sensação geral de ter sido feito o mais rápido possível para se ganhar um lucro fácil em cima do nome Resident Evil fizeram com que, mesmo no lançamento, não tivesse gente o suficiente para se criar uma partida — apenas serviu para levantar a ira dos fãs contra a Capcom.

Quando Resident Evil 7: Biohazard foi lançado em 2017, havia muito na balança. Os trailers e a promessa da volta ao horror reavivaram o interesse na franquia dos fãs decepcionados pelas últimas ofertas. Além disso, a mudança da tradicional perspectiva em terceira pessoa para primeira pessoa, acompanhando o fato de ser um cenário e personagens desconhecidos, fez com que muita gente esperasse para ver.


E a espera valeu a pena. Resident Evil 7: Biohazard se provou digno do gênero de horror de sobrevivência e um dos mais bem recebidos títulos da série. A mudança de perspectiva acabou servindo para aumentar a tensão do jogador, ainda mais com a possibilidade de se jogar em realidade virtual.

O sétimo jogo recuperou a boa vontade dos fãs, mas quando foi anunciado em 2018 que o próximo lançamento seria um remake do segundo jogo, o sentimento foi de que essa seria a prova final: estaria a franquia de fato de volta às suas origens, produzindo alguns dos melhores jogos de terror do mercado, ou a Capcom estava querendo apenas lucrar em cima do sucesso de RE7, lançando outro desastre como Umbrella Corps?

Remakes, principalmente de jogos queridos pelos fãs, mas que sofrem pelo avanço da tecnologia, têm um potencial de trazer toda uma nova geração de jogadores. Ao mesmo tempo, têm a difícil tarefa de transportar a essência do original para um novo ambiente, tanto tecnológico quanto de design.

Resident Evil 2 foi lançado em 25 de janeiro de 2019, e é fiel ao espírito do jogo, trazendo a mesma atmosfera sombria, personagens memoráveis e ambientes claustrofóbicos que fizeram do original um clássico, e modifica mecânicas, como os controles de tanque e os ângulos de câmera fixos, que ficaram ultrapassados por causa da melhor tecnologia ou evolução no design.

O game consegue combinar a tensão do horror de sobrevivência que marcou os primeiros jogos do gênero com o combate mais acelerado das ofertas mais modernas. Em resumo, é tudo que um remake deveria ser. Com isso a Capcom restaura a confiança dos fãs na série e abre caminho para mais jogos por vir, além de manter vivo o interesse na franquia para os remakes dos filmes.   

O lugar do remake de Resident Evil 2 na franquia O lugar do remake de Resident Evil 2 na franquia Reviewed by Unknown on fevereiro 01, 2019 Rating: 5

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