Darkest Dungeon II promete um apocalipse lovecraftiano

Ruína, loucura e morte. Essas três palavras resumem bem o que espero encontrar em Darkest Dungeon II, a sequência do aclamado RPG de terror do Red Hook Studios, que foi anunciada essa semana. Enquanto no momento pouquíssimas informações tenham sido divulgadas sobre o jogo, além do teaser que está abaixo, podemos fazer algumas especulações baseadas no seu predecessor, na entrevista que os desenvolvedores deram a uma importante revista especializada, a PC Gamer,  e no próprio teaser.


Darkest Dungeon é um RPG em turnos no qual você lidera um grupo de aventureiros em labirintos cheio de perigos. Sei que essa frase poderia descrever incontáveis outros RPG com exatidão. O que separa Darkest Dungeon de tantos outros do mesmo gênero é o seu sistema de Aflições. Como um grupo de aventureiros reagiria a encontrar um horror subaquático? Como reagiriam ao stress de percorrer os corredores de uma ruína infestada de mortos-vivos? Ao ver seu colega morrer em frente aos seus olhos? O sistema de aflições é uma maneira de representar isso enquanto mecânica.

Trata-se de uma mecânica que casa perfeitamente com o cenário do jogo: uma antiga propriedade sobre um penhasco em que um antepassado seu libertou um mal antigo responsável por corromper a terra e seus habitantes. Uma narrativa que traz muito dos textos de H. P. Lovecraft, nos quais encontros com os horrores desconhecidos eram sempre causa de loucura.

Embora a narrativa e a mecânica das aflições sejam muito reminiscentes do terror cósmico de Lovecraft, o jogo básico, a ambientação e os inimigos são semelhantes ao que você esperaria encontrar em um jogo de horror gótico como Ravenloft: esqueletos, bandidos, fungos monstruosos, aranhas gigantes...  

As quatro áreas inicias, Ruínas, Enseada, Labirintos e Ermos, apresentam cada uma um ambiente e monstros diferentes, além de armadilhas e tesouros únicos. Há ainda uma quinta área, a mansão do seu antepassado, o titular Darkest Dungeon, que traz alguns inimigos errantes de níveis mais altos bem como chefes que oferecem maior semelhança com o imaginário lovecraftiano.

Após o lançamento, o jogo recebeu várias atualizações gratuitas, uma classe nova paga e duas grandes expansões: The Crimson Court e The Color of Madness, que adicionavam uma nova área, novos inimigos e chefes. A primeira é uma pegada inovadora no vampirismo, misturando a imagem clássica do sanguessuga aristocrata com um design baseado em mosquitos, ao invés de morcegos.


É a segunda, entretanto, que nos dá maiores pistas de onde Darkest Dungeon II vai se basear. The Color of Madness é o mais próximo que o jogo chega do texto de Lovecraft, com a narrativa sendo tirada diretamente de uma de suas histórias, “A cor que caiu do espaço”. Nela, um meteoro cai em uma fazenda e passa a infectar e modificar os habitantes e animais ao redor.

No teaser, vemos seis aventureiros se aproximando de uma montanha gelada, uma clara referência ao “Nas montanhas da loucura”, em que uma expedição de cientistas encontra uma civilização perdida impossivelmente antiga nas entranhas de uma imensa montanha no polo sul.



Por fim, os desenvolvedores afirmaram na entrevista que Darkest Dungeon II “terá sua própria identidade criativa e temática”. Será sobre “sobreviver a uma extenuante jornada”, na qual os jogadores terão um “vislumbre do apocalipse sobrenatural corrompendo e distorcendo o mundo para além da propriedade”.

Considerando tudo isso, o que posso esperar de Darkest Dungeon II é um mundo corrompido pelas mesmas forças que amaldiçoaram as terras de sua família, uma ambientação provavelmente mais voltada para o horror cósmico lovecraftiano e uma longa jornada que resultará em ruína, loucura e morte.
Darkest Dungeon II promete um apocalipse lovecraftiano Darkest Dungeon II promete um apocalipse lovecraftiano Reviewed by Unknown on fevereiro 26, 2019 Rating: 5

Nenhum comentário

Masterchef

About Me
Munere veritus fierent cu sed, congue altera mea te, ex clita eripuit evertitur duo. Legendos tractatos honestatis ad mel. Legendos tractatos honestatis ad mel. , click here →